Os Perigos Da Combinação De Medicamentos e Álcool

A ingestão simultânea de álcool e medicamentos pode ser inofensiva, mas em determinados casos pode ter consequências nefastas. Isto acontece porque o álcool, tal como grande parte dos fármacos, precisa de ser metabolizado pelo organismo antes de ser eliminado...

A ingestão simultânea de álcool e medicamentos pode ser inofensiva, mas em determinados casos pode ter consequências nefastas. Isto acontece porque o álcool, tal como grande parte dos fármacos, precisa de ser metabolizado pelo organismo antes de ser eliminado. Assim, algumas associações de medicamentos com bebidas alcoólicas podem resultar na alteração da concentração sanguínea de ambas as substâncias.

Como consumimos?

A utilização crônica de medicamentos pela população tem vindo a aumentar. Além disso, é igualmente comum que a mesma pessoa tome simultaneamente mais do que um fármaco, e que o faça de forma vitalícia.

Por outro lado, o álcool está presente em diversas bebidas como o vinho e a cerveja, cuja ingestão faz parte do quotidiano de algumas pessoas. Para além de frequente, muitas vezes este consumo é feito de forma pouco moderada.

Quem está em risco?

Os idosos são especialmente vulneráveis a estes efeitos adversos, não só por geralmente manifestarem diversas doenças e consumirem vários medicamentos, mas também porque os mecanismos de que o organismo dispõe para eliminar as múltiplas substâncias ingeridas vão perdendo a sua eficiência, como consequência do envelhecimento.

Também as mulheres, por apresentarem um metabolismo mais reduzido, entre outras razões, são mais suscetíveis a desenvolver complicações relativamente aos homens.

Naturalmente, os doentes renais e hepáticos estão especialmente fragilizados na sua capacidade resposta a substâncias externas, e por isso a toma de qualquer medicação deve ser cuidadosamente avaliada nestes casos, bem como os seus hábitos de consumo.

A ingestão simultânea de álcool e medicamentos pode ser inofensiva, mas em determinados casos pode ter consequências nefastas. Isto acontece porque o álcool, tal como grande parte dos fármacos, precisa de ser metabolizado pelo organismo antes de ser eliminado. Assim, algumas a

Consequências

A ingestão simultânea de bebidas alcoólicas e determinados medicamentos pode aumentar ou diminuir o efeito terapêutico do medicamento em questão. Um maior efeito pode causar reações adversas, ou até mesmo intoxicações graves. Já a redução do efeito terapêutico pode agravar seriamente a doença para a qual o doente foi inicialmente medicado.

Por outro lado, esta associação pode resultar em embriaguez para doses de álcool relativamente baixas, dependendo do indivíduo e das quantidades ingeridas de ambas as substâncias. Isto acontece porque o organismo recorre exatamente às mesmas enzimas para metabolizar o álcool e alguns fármacos.

Como prevenir

Felizmente, as interações do álcool com medicamentos de uso corrente estão bem identificadas, e podem ser facilmente consultadas pelo doente. Medicamentos como analgésicos, ansiolíticos, anti-inflamatórios ou antidiabéticos podem ver a sua segurança comprometida quando o seu consumo é associado a bebidas alcoólicas. Por outro lado o consumo esporádico de determinados medicamentos, como antibióticos, pode igualmente limitar a ingestão de álcool.

É importante reconhecer o risco associado à ingestão de álcool para cada pessoa, consoante a sua condição física e medicação do momento. Para isso, deve ter-se em conta a experiência anterior aquando da ingestão de bebidas alcoólicas, e em caso de dúvida consultar o folheto informativo dos diversos medicamentos, ou questionar o médico ou farmacêutico.

As informações e sugestões contidas neste site são meramente informativas e não devem substituir consultas com médicos especialistas.

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